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Resenha: Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna

Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna é um clássico da literatura brasileira que nos transporta para o sertão nordestino, onde a fé, o humor e a esperteza se misturam em uma trama irreverente.

Acredito que assim como a maioria das pessoas, o primeiro contato que tive com essa história foi através da adaptação feita para o cinema.

Mais tarde, tive a oportunidade de ler a obra e gostei muito da peça. Uma vez que aqueles personagens já tinham um rosto, um jeito de falar e uma personalidade que eu já tinha em mente.

A peça teatral de Suassuna, escrita em 1955, é uma verdadeira aula de cultura popular brasileira. Com influências da literatura de cordel, dos autos medievais e do catolicismo popular, a obra retrata o cotidiano do povo nordestino com uma linguagem simples e direta, repleta de expressões e ditados populares.

O Auto da Compadecida foi encenado pela primeira vez em 1957 e, desde então, se tornou um dos textos mais estudados e representados do teatro brasileiro.

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Quem nunca ouviu falar de João Grilo e suas artimanhas para escapar das mais diversas situações? Este protagonista esperto e mentiroso, é o centro das atenções.

Ao seu lado, temos Chicó, seu fiel escudeiro e uma galeria de personagens excêntricos como o Padre João, o Bispo e os cangaceiros. Cada um deles representa um aspecto da sociedade brasileira, com seus vícios e virtudes.

Suassuna constrói uma narrativa rica em simbolismos, onde o sagrado e o profano se entrelaçam. A fé popular, com suas crenças e superstições, é explorada de forma irreverente, questionando dogmas e hipocrisias.

O humor, presente em todas as falas e situações, serve como uma arma para criticar a sociedade, a política e a religião.

A linguagem coloquial e as referências à cultura popular fazem de Auto da Compadecida uma obra acessível a todos os públicos.

A peça nos convida a refletir sobre temas universais como a justiça, a morte e a vida após a morte, sempre com uma dose de bom humor.

A obra de Suassuna transcende as fronteiras do tempo e do espaço, dialogando com diferentes gerações. Seja nos palcos, nas telas ou nas salas de aula, Auto da Compadecida continua a encantar e a provocar reflexões.

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As diversas adaptações para o cinema e a televisão contribuíram para popularizar ainda mais a história de João Grilo e seus amigos.

Auto da Compadecida é muito mais do que uma simples peça teatral. É um retrato fiel da cultura brasileira, um hino à esperança e uma crítica social implacável.

A obra de Suassuna é um convite à reflexão sobre nossas origens, nossos valores e nossa identidade.

Se você ainda não leu ou assistiu a essa obra-prima, não perca a oportunidade de se divertir e aprender com um dos maiores clássicos da literatura brasileira.

Se você gostou da resenha de Auto da Compadecida, de Suassuna, deixe um comentário!

5 livros que retratam o sertão nordestino

ASIN ‏ : ‎ 8520938396
Editora ‏ : ‎ Nova Fronteira
Idioma ‏ : ‎ Português
Capa comum ‏ : ‎ 208 páginas
ISBN-10 ‏ : ‎ 9788520938393
ISBN-13 ‏ : ‎ 978-8520938393

Auto da Compadecida  representa o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas.Apresenta na escrita traços de linguagem oral [demonstrando, na fala do personagem, sua classe social] e apresenta também regionalismos relativos ao Nordeste.Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.
Em 2000, inspirou o filme homônimo estrelado por Selton Melo e Matheus Nachtergaele e dirigido por Guel Arraes. Por muito tempo, a adaptação audiovisual foi a maior bilheteria do cinema brasileiro. 

7 comentários em “Resenha: Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna”

  1. Oi!
    Você respondeu o meu post lá no Threads em que perguntei quem tinha blog. Pois bem, demorei, mas aqui estou. hehehe
    Adorei chegar aqui e encontrar Ariano Suassuna <3
    Ele é, sem dúvida, maravilhoso em tudo o que escreve! Não sei se você já leu os outros livros dele, mas vale tanto quanto a leitura do Auto da Compadecida 🙂

    Beijos,

  2. Oi! Tudo bem?
    Eu conheço a história pelo filme mais famoso que teve continuação recentemente e uma versão com os Trapalhões de 1987. Gosto das duas. Ainda não tive a oportunidade de ler a história, mas confesso que fiquei curiosa para conhecer o material que deu origem a tantas adaptações. É uma história muito gostosa de acompanhar, tanto pelas críticas sociais quanto pelo humor.

    Até breve;
    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

    1. Oi Helaina! Eu também conheci primeiro a adaptação e só depois li o livro. Só não tive coragem de assisti a adaptação mais recente de O Auto da Compadecida. Achei melhor não me decepcionar. 🙂

  3. Oi, Gio!!!
    Sempre amei o filme O auto da compadecida, mas foi somente na época da faculdade que peguei o livro para ler. Realmente amei e lendo seu post fiquei com vontade de fazer uma releitura.
    Beijos

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