Resenha: A Cidade do Sol – Khaled Hosseini

Resenha A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini

A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini narra a história de duas mulheres afegãs e seus dramas pessoais. Mariam, a primeira personagem, é uma adolescente.

Ela e Nana, sua mãe, vivem em uma pequena Kolba afastada de Herat. Mariam é uma harami, ela é fruto da relação entre sua mãe, uma empregada, com o patrão Jalil.

Apesar de não morar com o pai, Mariam nutre um imenso amor por ele, aguardando ansiosamente sua visita semanal.

Pois, todas as quintas-feiras, Jalil vai até a kolba visitar a filha e levar algum presente. Ao completar 15 anos, Mariam resolve ir até à casa de seu pai, mas ao chegar lá ele não recebe a filha, que passa a noite na rua. Ao voltar para a kolba, Nana havia se matado.

A vida de Mariam se transforma. Pois, ela é levada para a casa do pai e logo, por influência das esposas do seu pai, ela é entregue em casamento a Rashid, um homem bem mais velho e que a leva para Cabul.

A princípio, o relacionamento estava indo bem até que Mariam engravida e perde o bebê. Isso aconteceria por diversas vezes. Daí em diante sua vida se transforma em um verdadeiro martírio.

A segunda mulher que vamos conhecer é Laila, uma menina feliz e inteligente que vive em Cabul, Laila está estudando e seu pai lhe diz:  “Laila, você vai poder ser o que quiser.”

Apesar da guerra, Laila tem uma vida praticamente normal, com suas amigas Giti e Hasina e seu melhor amigo Tariq, até que os conflitos se intensificam e os bombardeios atingem Cabul ceifando a vida de seus pais.

Resenha A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini (1)

A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini

ISBN: 978-85-209-3552-1
Ano: 2007
Tradução: Maria Helena Rouanet
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 365
Skoob: adicione

A partir desse ponto, a vida de Mariam e Laila irão se cruzar e o que veremos daí em diante serão histórias tristes, mas também de cumplicidade, amor e determinação.

A Cidade do Sol nos leva a conhecer um pouco mais sobre a vida das mulheres nas sociedades extremistas, como são tratadas e privadas dos seus direitos e do seu verdadeiro papel na sociedade. 

A história dessas duas mulheres é descrita de forma muito realista, ao passo que você se imagina no lugar delas, buscando encontrar alternativas para se livrar daquela situação.

Mas, em um país onde as mulheres não tem nenhum valor, não tem o direito de abrir a boca, como elas poderiam se libertar de um marido violento e opressor?

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Khaled Hosseini utiliza os conflitos no Oriente Médio como plano de fundo para a história de Marim e Laila.

São quase 40 anos de guerras com alternância de poder, mas que para todas as famílias daquele lugar, só resultaram em tristeza, morte e destruição.

A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini está dividido em 4 partes e ao todo são 51 capítulos. A diagramação é muito boa, não encontrei nenhum problema de revisão e as folhas são amareladas.

O tamanho da fonte também é bem confortável para a visão, além disso, amei a capa. 

“Duas mulheres muito diferentes que se encontram em meio ao caos da intolerância, das tradições distorcidas, da guerra contra tudo o que genuinamente somos. São protagonistas unidas para sempre pelo desejo de superar o sofrimento e o medo, vencer a opressão e encontrar a felicidade. Um desejo sem cor, sexo, raça ou credo.”  Khaled Hosseini.


Sinopse: Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: “Você pode ser tudo o que quiser.” Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do “todo humano”, somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

3 thoughts on “Resenha: A Cidade do Sol – Khaled Hosseini”

  1. A dependência total do masculino, a submissão “natural” ao espancamento, a profunda “inutilidade” feminina.

    Um universo real que ainda está lá no Afeganistão e adjacências, países da África, talvez na Coréia do Norte…

    1. Sim. É uma triste realidade sofrida por aquelas mulheres. Apesar que em outros países, inclusive o Brasil, as mulheres tb tem sofrido violência severa. São questões culturais e sociais que recaem sobre as mulheres e que as tornam vítimas de um sistema opressor.

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